O trabalho da nossa Joana Freitas foi distinguido com uma Menção Honrosa no Concurso Uma Aventura...Literária 2022. Este ano foram a concurso 12.798 trabalhos!
Muitos Parabéns, Joana!
Eis o trabalho premiado:
Guerra/Paz
Abraçada
ao seu Pai com as lágrimas a escorrerem pelo rosto, um olhar onde se nota
desespero, medo e ansiedade. Não deveria ter mais de 10 anos, estava
acompanhada pelo seu irmão pouco mais velho e pela sua Mãe. Despediam-se do
Pai, na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia. O destino do Pai era regressar à
Ucrânia para se juntar à resistência aos invasores Russos que invadiram o seu
país. Esta menina, o seu irmão e a sua Mãe viram o seu Pai a virar costas e
ficaram com a terrível sensação que poderiam estar a ver o seu pai pela última
vez em vida. Enquanto as lágrimas continuavam insistentemente a não querer
parar, ao longe era possível ouvir o som das balas, os mísseis que explodiam, o
avião que largava bombas, os gritos de crianças em total desespero. Este relato
é apenas e só um exemplo dos malefícios de uma guerra que quase como todas as
outras são fomentadas e levadas a cabo por razões quase sempre injustificadas,
sem razões válidas e que são, para mim totalmente sem sentido. Mortes, feridos,
sofrimento, dor, prédios e casas destruídas e incêndios devastadores. Independentemente
do local ou país onde as guerras ocorrem são sempre de evitar, no entanto esta
invasão da Rússia ao país vizinho da Ucrânia é ainda mais preocupante por
acontecer no continente Europeu e não muito distante do nosso país. E se por
acaso pensamos que esta guerra longe de nós não nos afeta, obviamente, estamos
enganados. As consequências são por demais evidentes: económicos, sociais,
políticos, entre outras. Não bastaria as imagens divulgadas e que a todos nos
chocou daquela menina que podia estar a despedir-se do Pai pela última vez,
levar a uma situação diplomática que levasse ao fim desta situação que ninguém
deseja? Como o ser humano se pode ter esquecido das guerras civis onde por
vezes acontece que irmãos matam irmãos no seu próprio país, dos países
colonizadores que oprimiam os países colonizados, as guerras mundiais que
aconteceram no século passado? Como pode o ser humano esquecer os milhões de
mortos, a fome, as famílias destruídas, o ódio? Ficará este mundo melhor ao ver
o fim desta guerra sem sentido?
Todos
sabemos a resposta, mas quem sabe se não voltamos a encontrar esta menina no
mesmo local, aquando de regresso ao seu país já pacificado e em paz e ao fundo
da rua vemos o seu pai que corre para os braços da sua menina, e esta nos relate
os múltiplos sentimentos, estados de espírito….
Paz sempre, guerra nunca!
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